• Márcio de Miranda

Campeonato Pan-Americano de MTB por Raiza Goulão


Vindo de uma sequência de provas na Europa e depois a ultramaratona Cape Epic, na África do Sul, aproveitei para recarregar as energias no Brasil antes de seguir para mais uma viagem. O desafio seguinte foi o Campeonato Pan-Americano, a prova mais importante no continente, realizado nesse ano novamente na Colômbia. Chegamos em Pereira, capital do estado de Risaralda, e encontramos um clima muito instável. Variava entre sol e chuva, calor e frio. A pista amanhecia sempre muito úmida, repleta de barro, mas se transformava ao longo do dia. Passei três dias buscando o melhor set-up para andar naquelas condições difíceis, com várias quedas decorrentes das partes escorregadias. Felizmente, na sexta-feira o tempo virou e a pista secou. O circuito ficou veloz e duro, com muitas subidas curtas. As chuvas dos últimos dias deixaram o circuito com muitos buracos e valetas, batendo muito e deixando a pilotagem muito desgastante. Nos primeiros dias, confesso que fiquei um pouco frustrada por não conseguir pedalar direito. Foi mais uma viagem longa, que castigou o corpo e estava bem difícil de me encontrar naquele circuito. Para piorar, estava bem temerosa de não ter conseguido me recuperar o suficiente após a Cape Epic. Felizmente, quando o sol deu o ar da graça, comecei a me encontrar e as opções que levei de pneus e coroa começaram a funcionar bem. Após vários dias de treino, consegui entender bem a pista e montar uma boa estratégia de prova com o meu coach, Flavio Magtaz.

Alinhei no domingo às 13 horas da tarde (horário local) para cinco voltas, além do start loop. Consegui assumir a liderança já no início da prova e segui muito concentrada para manter um bom ritmo e errar o menos possível. A cada volta, aproveitei os pontos onde conseguia abrir alguma diferença para as outras atletas. A escolha pela minha Hard Tail Mondraker Podium, que ajudou muito devido ao circuito com várias subidas curtas e inclinadas. Os pneus Mitas Scylla 2.25 deram muita segurança com 17.5 psi na roda dianteira e 20 psi na traseira, com uma ótima combinação de aderência e tração. Nessa prova, ter sangue frio era fundamental. Abri uma vantagem entre 20 e 40 segundos e depois fui só administrando, guardando energia para caso precisasse no final e andando dentro de uma zona segura de pilotagem. Esse foi um aprendizado que tive nas duas últimas etapas do Cape Epic. Agora busco encontrar essa fluidez durante a prova, confiando no meu “feeling” de entender o que o meu corpo está dizendo.

Desta vez não teve helicóptero acompanhando a minha chegada, mas a emoção foi igual. Senti uma alegria que transbordava a cada curva que antecedia a reta final. Mais uma vez vejo que sim é possível e toda dedicação vale a pena. Com mais um sonho realizado, agradeço a minha equipe PMRA Racing Team, a CBC, meu treinador Victor Rodriguez, meu coach Flavio Magtaz e minha família por sempre estarem ao meu lado.

Agora de volta ao Brasil, o próximo desafio deste imenso bloco de provas será a primeira etapa da Copa Internacional de MTB, uma disputa de três dias, em Araxá. Vamos ver como meu corpo responde, mas como sempre: Andar com fé eu vou, porque a fé não costuma falhar! Por Raiza Goulão.

#RaízaGoulão #MTB

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