• Márcio de Miranda

Sense Factory Racing realizou training camp em Petrópolis (RJ)


Equipe Sense treinando na Serra Carioca / Felipe Almeida

Desde seu início, a Sense Factory Racing chegou como uma equipe multidisciplinar, com atletas em diferentes categorías, competindo no nível mais elevado do esporte. Com nomes fortes no mountain biking, no Triathlon e no Triathlon Off-Road, o time oficial da Sense Bike segue o padrão Pro-Continental da UCI - um dos mais elevados do planeta. 

Porém, com a pandemia da Covid-19, a integração entre os esportistas ficou muito mais complexa, já que todos os eventos acabaram sendo cancelados. Por conta disso, o time criou um evento especial, não só para estimular a troca de experiências entre seus atletas, mas também para manter o ânimo e a motivação em alta. 

“É um camp de performance, criado para manter os atletas em nível competitivo. Além de motivá-los do ponto de vista do desempenho, queríamos diagnosticar como anda o treinamento e a periodização”, explicou Marlen Ferreira, team manager da Sense Factory Racing. 

“Porém, o principal é manter a integração entre todos, dando para eles a possibilidade de trocar experiências e de medir forças com seus companheiros. Tudo para dar a motivação necessária para o restante deste ano e também para o ano que vem”, complementou. 


O Camp teve treino de MTB também / Felipe Almeida

Para quem anda de bike, seja na estrada ou nas trilhas, Petrópolis, na região serrana do Rio de Janeiro, é certamente um dos melhores lugares do Brasil. Além de ser muito bonita e completa para todos os tipos de pedal, a região ainda apresenta uma vantagem singular: é lá onde moram Albert Morgen e sua filha Giugiu, ambos atletas de cross-country da equipe, e Diego Knob, atleta de Enduro e trail builder.  

Além deles, a reunião ainda contou com a presença de Mário Couto e Rubinho Valeriano, também atletas de cross-country, Clara Carvalho e Diogo Sclebin, do Triathlon, Rafael Juriti, do Triathlon Off-Road e o Dougrão, do desafio Sai do Sofá Sense Bike. Para manter o clima “de casa”, toda a equipe ficou hospedada no sítio do avô de Giugiu, com acesso para as estradas e trilhas que a revelação do XCO nacional usa para treinar. 

“Está sendo muito legal apresentar as estradas e as trilhas para a galera. Vamos andar no Montanha Azul Bike Park e também vamos ao São José Bike Club, onde vai acontecer a Copa Internacional. Além disso, o pessoal vai conhecer as trilhas da região do centro histórico. Todo mundo está curtindo bastante, já que aqui é um paraíso para pedalar”, afirmou Giugiu. 

Para um atleta, viver sem competir pode ser algo bastante desafiador. Por isso, apesar de ter tido um pedal um pouco mais descontraído no último dia, o foco do training camp foi colocar os atletas para correr em simulados de prova, além de outras atividades voltadas ao desempenho.  

No primeiro dia, 16 de julho, o pega foi na estrada, em um percurso de 75km passando por Três Rios e Itaipava, com direito a chegada no alto da Serra de Teresópolis, com 16km de subida. 

“Foi bom demais. Fizemos uma corrida de speed e isso deu uma grande animada, o que é muito bom”, comentou Giugiu depois da “brincadeira”. No dia seguinte, a competição saudável mudou para a terra, com os atletas da equipe batendo guidão em um simulado de cross-country. 

“Já tive experiência com outros camps no triathlon, mas a equipe Sense envolve atletas de várias modalidades. Eu, por exemplo, dificilmente estarei em uma prova com o Diego Knob, então essa é uma oportunidade que a Sense encontrou de integrar a equipe e trocar experiências”, afirmou  Diogo Sclebin.

“Pude ouvir o Knob falando sobre como se desce e como se comportar numa bike. Apesar de não usar isso na minha prova, trata-se de um conhecimento válido para minha profissão, e que também é muito legal”, complementou Diogo, reforçando mais uma vez as vantagens do intercâmbio de conhecimento e as vantagens de praticar outras formas de ciclismo. 

“Tive a oportunidade de andar com uma bike elétrica Impulse e-trail e foi muito legal. Fiz uma subida super forte sem me cansar demais, e isso permite treinar habilidade na descida com muito mais facilidade. Com uma elétrica, posso fazer meus treinos específicos na estrada e treinar habilidade para adquirir um controle adicional da bike. Isso é importante também na minha prova, quando andamos em pelotões”, finalizou Sclebin.  

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