Lugar de mulher é na bicicleta

8 Mar 2017

É dura e longínqua a luta das mulheres. Ainda há violência, assédio e desrespeito. Mas, também, avanços. E que orgulho dá saber que muitos dos passos à frente foram dados pedalando.

A bicicleta - não à toa assim, substantivo feminino - tem tido papel importante ao longo da História como instrumento de libertação e conquistas para as mulheres. Desde lá atrás, no distante Século XIX.

Portanto, meninas, moças, senhoritas e senhoras,  empoderem-se, ocupem, reivindiquem, reajam, amem, desamem, aprendam, ensinem, comandem, libertem-se. Pedalem! 


Agora, 5 curtinhas sobre mulheres e bikes*:

 

 

Corajosa para mudar


O tema oficial da campanha do Dia Internacional da Mulher em 2017 é "Be bold for a change", em tradução livre: Seja corajosa para mudar. Pense com carinho nisso. Muitas vezes é preciso pouco, bem menos do que se imagina, para sair da zona de conforto e dar um chute para longe no que joga você para baixo. Já experimentou uma pedalada hoje? 
 

O poder do guidão
 

Foi no século XIX, nos EUA e na Europa, que as bicicletas se tornaram emblemáticas da candidatura das mulheres à liberdade e à autodeterminação. Montar numa bicicleta deu às mulheres uma nova mobilidade e desafiou as restrições vitorianas no comportamento feminino. Uma mulher em uma bicicleta já não precisava depender de um homem para o transporte. Podia ir e vir quando quisesse. O entusiasmo pelo ciclismo e pelos direitos das mulheres tornou-se tão entrelaçado que a famosa líder dos direitos da mulher Susan B. Anthony disse uma vez que a bicicleta "tem feito mais para emancipar as mulheres do que qualquer outra coisa no mundo".

 

 O mais misterioso dos animais
 

Frances Willard, líder do grupo feminino cristão Women's Christian Temperance Union, também por aquela época, publicou um livro sobre seus esforços para aprender a andar de bicicleta aos 50 anos. Levou cerca de três meses de prática diária para conquistar "esse mais misterioso dos animais", conforme ela mesma descreveu. Era um processo que Willard usou como metáfora para o domínio das mulheres sobre suas próprias vidas. Seu entusiasmo pela bicicleta inspirou outras mulheres a iniciar na modalidade.

 

Dona do seu corpo

 

Não foram poucas, claro, as tentativas de queimar o filme das bicicletinhas quandos as mulheres começaram a usá-las. Disseram que faria mal para a saúde física e mental, que as mocinhas perderiam a noção do bom comportamento social e tal. Andar de bicicleta significou inclusive ser dona do próprio corpo (discussão que ainda hoje existe nos anos de 2000 e muitos,né?). A liberdade era também sobre a roupa. Os espartilhos restritivos e saias longas que as mulheres usavam não eram exatamente propícios para pedalar. O ciclismo incentivou um vestuário mais prático. "Uma mulher com bandas penduradas em seus quadris e vestida com a cintura apertada e sufocada na garganta, com pesadas saias aparadas arrastando pelas costas e numerosas dobras que aquecem a parte inferior da coluna e com sapatos apertados, deveria estar em agonia ", escreveu Willard em seu livro.

 

Caminho para um novo mundo

 

"Para os homens, a bicicleta no início era apenas um brinquedo novo, outra máquina adicionada à longa lista de dispositivos que conheciam em seu trabalho e no esporte. Para as mulheres, foi um corcel em que elas cavalgaram para um novo mundo", proclamou a Munsey's Magazine, revista de lingua inglesa, em 1896.


*Inspiradas no site womenwhocycle.com

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