Bike test: New Roubaix Disc 2017

28 Mar 2017

No último final de semana fui até Conservatória, distrito do município de Valença, estado do Rio de Janeiro para participar do Group Ride do Gran Fondo New York (GFNY) Brasil. Aproveitei a oportunidade para testar a New Roubaix Expert, com câmbio eletrônico Shimano Ultegra, mais conhecido como o UDi2 e com freios a disco nas estradas da região que possuiu trechos de paralelepípedos.

 

No contato inicial já dava para ver a diferença em relação ao modelo anterior, realmente a Specialized reconstruiu uma bicicleta com um histórico de vitórias e continuou apostando no conforto com performance. 

 

 

O modelo é pentacampeão (2008, 2009, 2010, 2012, 2015) da mais dura prova de ciclismo de estrada, Paris-Roubaix, conhecida como Inferno do Norte devido aos quilômetros de paralelepípedos. A Roubaix foi criada para proporcionar conforto sem perder performance em longas distâncias e terrenos de péssima qualidade.

 

Desde que foi lançada em 2002, a Roubaix passou por algumas mudanças, mas agora nasceu uma nova geração. Ela foi um dos primeiros modelos construídos especialmente para provas clássicas, se tornando assim uma bicicleta de estrada de resistência.

O grande destaque é o cartucho Futureshock. Ele é composto de um rolamento tubo-dentro-de-tubo com quatro conjuntos de rolamentos e apoiado por três molas helicoidais: dois para apoio e um para regulagem. Ele fica no tubo de direção, muito parecido com as tradicionais lâminas de selim em um tubo, é fixada no topo do garfo. O Futureshock oferece regulagem de até 17 milímetros para baixo e de 3 milímetros para cima, isolando eficazmente o ciclista e proporcionando uma sensação mais suave no guidão.

 

Não sou um cara leve, o novo sistema não gera o efeito "mergulho" parecido com as suspensões convencionais de bicicleta. Ele trabalha retirando as imperfeições do piso e deixando o ciclista confortável para poder se concentrar na estrada e nada mais. Me perguntaram se na hora da pedalada em pé ele afundava, nada muda. E na hora do sprint? Também não, mas o conforto trabalha em conjunto com o desempenho. Não poderia deixar de falar do amortecimento, que está presente também no canote do selim e na rabeta do quadro para absorção de impactos.  

A nova Roubaix agora usa a mesma construção de quadro já empregado na Tarmac e na Venge, o Rider-First Engineered desenvolvido em parceria com a McLaren, equipe britânica de F1. Ela conta com um processo de construção específico para cada tamanho de quadro (49,52,54,56,58,61), então a nova Roubaix, é como se fossem sete novas bicicletas. 

 

A Roubaix é vendida com três molas diferentes para ajustar o conforto, eles vem de fábrica com a mola média instalada, mas pode-se trocar a qualquer momento para mola mais suave ou mais firme para melhorar o ajuste de pilotagem e terreno.

Além disto, os freios a disco deixam a bicicleta mais segura. O percurso em Conservatória alternava subidas e descidas, os pneus Turbo Pro 700 x 26 mm calçam muito bem a bike nas descidas. Em um certo momento me assustei com a velocidade, já estava a 60 km/h e você não sente a trepidação da estrada. Acionei os freios por precaução e a resposta foi imediata sem travamento das rodas. Não vou entrar na polêmica, sobre usar ou não, mas me senti muito mais seguro. 

 

Após três horas de pedaladas em terrenos nem sempre favoráveis, posso afirmar que a New Roubaix serve para vários tipos de provas, pode ser usada para longas distâncias, provas curtas e o conforto e performance andam juntos nela.  

 

 

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