Rafael Andriato e a emoção de participar do Tour de Flanders


O paulista Rafael Andriato, da equipe italiana Wilier Triestina - Selle Italia postou no seu Facebook um relato emocionante de como é correr uma prova clássica com os melhores do mundo. Neste domingo, ele participou do Tour de Flanders, na Bélgica.

Andriato começou a carreira profissional em 2007, na equipe santista Memorial–Fupes–Santos. No ano seguinte se transferiu para o time búlgaro Unieuro Trevigiani–Hemus 1896, três anos depois se mudou para a a esquadra italiana Petroli–Firenze e ano passado fez uma temporada na Memorial–Santos/Fupes de olho na Rio-2016. Depois do Jogos do Rio, ele se mudou outra vez para itália e agora é uma peça importante do time Wilier Triestina - Selle Itália.

Segue abaixo o relato emocionado do nosso atleta.

" Que corrida!

Já fiz outras grandes provas como Milano Sanremo, Lombardia, Giro d'Italia, seis Campeonatos Mundiais, mas a RONDE VAN VLANDEREN é algo de especial, uma quantidade gigantesca de pessoas na apresentação das equipes, na largada, durante todo o percurso e chegada, foi sensacional percorrer quase 270 km incluindo o deslocamento até o km 0, com um público apaixonado por ciclismo que aplaudia, incentivava, e até ouvi alguns vai Andriato, vai Brasil, inesquecível!

Vamos para a prova.!

261 km com 2500 metros de acumulado, tudo isso nos últimos 150 km já que o início foi plano e a subida mais longa não chegou a 1500 metros, é um desnível consideravel na minha opinião!

Desta vez a fuga inicial saiu no primeiro ataque, e o grupo andou na boa até o km 70, e dali em diante começou a guerra pelas primeiras posições do pelotão e naturalmente o ritmo ficou forte antes do duplo trecho de paralelo, Lippenhovestraat e Paddestraat ambos planos, afrontamos estes dois trechos em alta velocidade, e logo em seguida no km 115 primeira passagem no total de três no Oude Kwaremont, e a partir dali o "pau quebro", uma sequência infinita de muros de asfalto e paralelo até o fim da corrida, pela precisão 18 muros, e 5 trechos de paralelepípedo plano.

A primeira grande seleção do grupo principal foi no lendário Muur-Kappelmuur no km 166, onde a equipe Quickstep acelerou com força, e causou um grande estrago no grupo. Durante toda prova procurei estar perto do Pozzato, claro que não é tarefa fácil nessas estradas Belgas, mas acredito que eu e meus companheiros de equipe fizemos um bom trabalho pra ele.

Estive no pelotão principal até a segunda passagem no Oude Kwaremont km 206, onde perdi contato com os primeiros mas continuei perseguindo com outros 20 ciclistas na esperança que o pelotão diminuísse e pudesse encostar, fato que não aconteceu e seguimos até a chegada em um bom ritmo onde todos contribuíam a puxar, e cruzamos a linha de chegada a 11 minutos do vencedor Philippe Gilbert, eu na 113° posição!

Agora dois dias de descanso e quarta feira última prova aqui na Bélgica, a Scheldepijes!

Abraço pessoal! "

#UCIWorldTour #CiclismodeEstrada

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