Aliança Bike e o LABMOB/UFRJ lançam o estudo: A Economia da Bicicleta no Brasil


A Aliança Bike e o Laboratório de Mobilidade Sustentável da Universidade Federal do Rio de Janeiro (LABMOB/UFRJ) desenvolveram o inédito estudo, cujo objetivo é mapear e monetizar o complexo econômico da bicicleta. A partir do desenvolvimento de um arcabouço metodológico próprio, buscou-se definir um conjunto de indicadores que fosse representativo da “Economia da Bicicleta” no Brasil. O documento pode ser acessado em dois formatos: um mais resumido, através de site próprio, e outro completo, através do relatório.

O estudo, que levou pouco mais de um ano para ser concluído, mostra qual a participação da bicicleta na economia nacional e responde a perguntas como: quantos empregos o setor gera, quantas bicicletas, partes e peças são produzidas e importadas? Quantas bicicletarias existem no Brasil e qual o impacto do uso desse meio de transporte ativo no orçamento familiar? Quanto é investido em estrutura cicloviária, no país, ao longo de um ano?

A estrutura do estudo está dividida em cinco dimensões: Cadeia Produtiva, Políticas Públicas, Transportes, Atividades Afins e Benefícios. Conta com 22 temáticas distribuídas nestas dimensões, que mostram números inéditos sobre geração de empregos, exportações, ciclologística, cicloturismo, investimentos em produção científica, cicloativismo, entre outras.

Os dados mostram que em 2015, por exemplo, mais de cinco milhões de bicicletas e quase 70 milhões de peças e acessórios foram produzidas e importadas no País, gerando cerca de 25 mil empregos na fabricação, distribuição e comercialização de peças e serviços. A soma dos salários pagos em 2016 para todo setor de bicicleta alcança R$ 384 milhões/ano.

A pesquisa também revelou um panorama bastante abrangente de toda a malha cicloviária brasileira nas capitais, mostrando números de investimentos públicos. Embora São Paulo e Rio de Janeiro concentrem os maiores investimentos em infraestrutura (R$ 286 milhões e R$ 253 milhões, pela ordem) e também o maior número de ciclovias e ciclofaixas (498,40 Km em São Paulo e 441,10 km no Rio de Janeiro), o estudo revelou dados curiosos. Vitória é a capital que mais se destaca na implantação da malha cicloviária de acordo com a dimensão de seu território (R$ 287 mil/km2 de extensão terrestre contra R$ 211 mil/km2 do Rio de Janeiro) e Rio Branco é a cidade que mais investiu em estrutura cicloviária por habitante (R$ 111,42 per capita contra R$ 25,47 per capita em São Paulo).

Outra temática importante levantada no estudo é como a bicicleta pode ser utilizada na esfera doméstica. Cinco famílias de classes socioeconômicas diferentes, que usam a bicicleta como meio principal de transporte, alternativo ou apenas para lazer foram acompanhadas por uma equipe de pesquisadores. Fazendo comparativos com relação a carros particulares, táxis e transporte público, podemos notar uma economia significativa ao final da análise: em uma das famílias entrevistadas, a economia pode chegar a R$13.824,00 (anuais) com a troca de ônibus pela bicicleta, por exemplo. Estes e muitos outros dados podem ser acessados no site economiadabicicleta.org.br ou diretamente no relatório completo do estudo.

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