Exclusivo: conversamos com Raíza Goulão, que vai defender o título da Brasil Ride e sonha com tri da competição

20 Oct 2018

A goiana Raiza Goulão, da equipe espanhola PMRA Racing Team, já está em Arraial d’Ajuda, em Porto Seguro, na Bahia para enfrentar mais uma ultramaratona Brasil Ride. A dupla de Raiza com a francesa Margot Moschetti é a atual campeã da prova e a brasileira venceu também em 2015 com Viviane Favery. Aproveitamos a oportunidade para um bate-papo exclusivo para os leitores do Planeta da Bike.

 

PDB: Como você chega para Brasil Ride após a lesão desta temporada?

 

Raiza Goulão: Foi a primeira vez que eu tive uma lesão (joelho) em plena temporada, foi um ano bem duro e bem atípico pra mim. Acho que foi o primeiro ano que tive uma baixa na performance, acaba que muda muita coisa, a cabeça, o jeito de pensar, a forma de treinar, a forma de conhecer o seu corpo, então pra mim vai ser um Brasil Ride totalmente diferente com novas estratégias. Mas o Brasil Ride é sempre uma prova que você vem com outro olhar e não compara muito com o Cross-country (XCO). Tento vir com a cabeça mais tranquila, podendo curtir a amizade, todos amigos estão aqui. A meta é sempre completar, porquê, na Brasil Ride, tudo pode acontecer. Graças a Deus o meu joelho está bom, não falo que está 100%, mas segue melhorando, é respeitar o corpo e vamos lá

 

 

PDB: Este ano teve um aumento na quantidade de mulheres inscritas (36) na prova, você acha que ficará mais difícil?

 

Raiza Goulão: O start list deste ano está bem maior e o nível também. Fico muito feliz, isto só engrandece o esporte, faz crescer o esporte, o pessoal de fora vê que temos um evento de nível e ela pode ser comparada a Cape Epic. Quanto mais atletas conseguirmos trazer pra cá, melhor vai ser, mais nível vamos ter. Quanto mais nível tiver, melhor, não adianta correr um prova fraca, porque você não vai evoluir, quanto mais difícil , maior a sua evolução.  

 

PDB: Já ter vencido a competição duas vezes (2015 e 2017), ajuda a se poupar mais?

 

Raiza Goulão: Por ter vencido duas vezes a competição você começa a ter um pouco mais de conhecimento da prova em si, mas não pode subestimar nem a prova, nem o clima e nem as concorrentes. Então, não tenho muito o que falar sobre a favor, está sendo um ano bem atípico e difícil, tanto pra mim quanto para minha parceira. Estávamos conversando, vamos com a vibe de curtir a prova, tentar dar o máximo, claro que sempre fazendo o melhor e buscar o melhor resultado possível.

 

 

PDB: Você e Margot correram este ano a Cape Epic (venceram a última etapa e terminaram em 7º na geral), venceram ano passado a Brasil Ride, qual é a importância deste entrosamento? 


Raiza Goulão: Essa é a terceira prova que vou correr com a Margot, acho que já nos conhecemos bem. A primeira foi aqui, no ano passado, então até pouco nos conhecíamos, mas na Cape Epic nos conectamos melhor. Acabamos nos encontrando ao longo do ano, querendo ou não temos uma conexão, além do pedal ela é parceira, somos bem amigas. A Margot parece muito comigo, ela é uma atleta muito forte, não desiste. Ela pode estar passando o que for, pode estar machucada, agora está com dois pontos no joelho, porque caiu na última prova, ela é durona.      

 

Além da expectativa de ter a disputa mais equilibrada entre as mulheres até hoje, a Brasil Ride juntará em seu pelotão 18 dos 30 títulos brasileiros do cross country olímpico (XCO) feminino na história do País, entre 1989 e 2018. Jaqueline Mourão, com cinco títulos, Raiza Goulão, com três, e Roberta Stopa, terão a companhia da maior vencedora do mountain bike nacional na modalidade XCO, Adriana Nascimento, campeã nove vezes, oito entre 1995 e 2002, e eneacampeã em 2007, que competirá na categoria corporativa com o presidente da Specialized Brasil, João Firmo, e o representante da marca Carlos Taguá.

A prova marcada começa amanhã e vai até o próximo domingo, 27 de outubro, no Extremo Sul da Bahia, oferecendo um desafio e tanto para os 540 atletas do mundo inteiro. Durante sete dias, os participantes têm pela frente cerca de 600 km e quase 11.000 m de altimetria acumulada, entre trilhas e estradas de terra que ligam Arraial d'Ajuda, em Porto Seguro, a Vila Brasil Ride, construída em Guaratinga. 

 

 

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