Priscilla Stevaux foi semi-finalista do evento-teste das Olimpíadas de Tóquio-2020

12 Oct 2019

 

O tufão Hagibis que está se aproximando do Japão e que tem previsão de que avance em direção a ilha Honshu, a maior e a principal do arquipélago, onde está Tóquio, não tem só alterado a vida dos japoneses, mas, também tem interferido no trabalho e calendário dos eventos testes programado pelo Comitê Organizador Japonês das Olimpíadas de Tóquio-2020.

 

Previsto para o final da tarde deste domingo (13/10), o evento teste do BMX teve que ser antecipado para o fim da manhã desta sexta (11/10) mesmo sob fortes chuvas e ventos.

 

Aliás, estas condições climáticas adversas fizeram com que diversos atletas tanto da categoria masculina quanto da feminina, optarem por desistir de competir, alegando falta de segurança.

 

Quem optou por correr, como o caso da sorocabana Priscilla Stevaux, além do clima, outra preocupação acabou por ser a pista construída no Ariake Urban Sports Park, que contava com características muito diferente das que as atletas estão acostumadas no BMX Supercross.

 

Com um partidor de largada de 8 metros de altura e rampas mais profundas, as pistas de BMX Supercross são muito rápida, com média de duração de 35 à 38 segundos por corrida, porém, nesta pista de Tóquio, ela ficou “travada”, fazendo com que a velocidade dos pilotos diminuísse ao longo do percurso, com tempos finais variando entre 47 e 50 segundos.

 

Com uma duração de até 35% maior de tempo, a exigência por um preparo físico impecável ficou nítido.

 

Mas no fundo, este é o objetivo dos Eventos Testes das Olimpíadas, para que alterações e correções possam ser feitas até o dia da competição oficial.

 

 

O clima era de confraternização, estudo e aprendizado entre os atletas, porém, como valia ponto para o ranking mundial e olímpico, a disputa não deixou de ser acirrada.

 

Com menos pilotos do que o previsto por conta das desistências causadas pelo clima, as corridas preliminares e das quartas-de-finais contaram grids mais enxutos.

 

Já na semi-final, com o grid completo, a dificuldade das atletas em correr era nítido, tanto que pilotas como a brasileira Priscilla Stevaux, a bi-campeã do mundo Mariana Pajon e a atual nº1 do ranking mundial Laura Smulders não conseguiram se classificar para a final.

 

Assim, a prova foi vencida pela japonesa naturalizada australiana Saya Sakakibara, seguida pelas norte-americanas Alise Willoughby e Felicia Stancil.

 

 

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