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70.3 Rio de Janeiro terá duas atletas transplantadas encarando o desafio solo


Dupla já fez 70.3 revezando, mas agora o desafio é solo / Divulgação

O Itaú BBA Ironman 70.3 Rio de Janeiro, que será realizado no domingo, dia 9, contará com duas participações para lá de especiais: as triatletas transplantadas Priscila Pignolatti, de Minas Gerais, e Debora Reichert, do Rio Grande do Sul. As duas estrearam no 70.3 Florianópolis, ano passado, formando o revezamento com a paulista Patrícia Fonseca. Priscila e Debora estarão na etapa carioca para o primeiro Ironman 70.3 sozinhas. A escolha pela etapa aconteceu em razão da mudança do percurso da prova na Cidade Maravilhosa, que ficou mais plano e rápido.


A opção pelo Rio aconteceu graças a algumas combinações do destino. A ideia original era repetir a etapa de Florianópolis, mas não deu certo, uma vez que aconteceu em abril, mesma data da participação nas Olimpíadas dos Transplantados, em Perth, na Austrália. A segunda alternativa seria a etapa de São Paulo, em setembro, na Cidade Universitária, mas as alterações do local e dos percursos no Rio de Janeiro acabaram sendo determinantes para a definição de mais um desafio no fim de semana.


“A prova no Rio de Janeiro, até o ano passado, era no Recreio dos Bandeirantes, com o trecho de ciclismo com muitas subidas. Com o novo desenho da prova muito mais plano, surgiu a oportunidade perfeita, possibilitando nossa participação. E acho que essa estreia vai acontecer no momento adequado para nós”, explica Debora, transplantada renal. “O único senão ficou por conta de ter ficado muito em cima para a Patrícia (transplantada do coração), que preferiu não participar”, completa a gaúcha.


Priscila, por sua vez, ainda destaca que a de ideia de fazer a participação solo surgiu logo depois de completarem a prova no ano passado. “Logo depois joguei a ideia e ficou em aberto voltar para o solo. Quando anunciaram o Rio, chamei as meninas e falei sobre o novo percurso e isso animou a todas. Será uma prova legal e acabou se encaixando perfeitamente no nosso planejamento. Uma pena é a Patrícia não poder, pois seria muito pesado para ela”, explica.


Mesmo animadas, ambas não escondem as inúmeras preocupações. “É um desafio assustador ainda, especialmente com relação ao tempo de prova. Sei que meu corpo vai trabalhar mais e um transplantado renal precisa cuidar da hidratação. Fiz muita terapia, mas, apesar dos medos, estou tranquila. Sei que estou fazendo o que preciso para uma boa prova. Antes do revezamento também achávamos que não daria e conseguimos. Vamos superar mais uma barreira”, ressalta Debora.


“Não posso negar que tudo dá medo, pois agora temos de fazer as três modalidades e não apenas a que estávamos acostumadas. Mas fui fazendo um aumento gradativo em tempo de treino em cada modalidade e senti que é possível. Fiz um simulado e vi que dava. A adrenalina estará a toda e sei que nessa semana vai pintar um arrependimento antes de largada. Mas vamos em frente e o objetivo é mostrar que o transplantado por levar uma vida praticamente normal e também aproveitar mais essa participação para incentivar a doação de órgãos”, reforça Priscila.


O Itaú BBA Ironman 70.3 Rio de Janeiro reunirá cerca de 1900 atletas de 30 países, em novo local e com novos percursos, com 1,9 km de natação na Praia de Copacabana, o percurso de 90,1 km de ciclismo entre a Avenida Atlântica e a Rodoviária Novo Rio, passando pela Via Expressa–Porto Maravilha, e a corrida de 21,1 km no Aterro do Flamengo, com chegada na Marina da Glória. A prova ainda oferecerá 30 vagas para o Ironman 70.3 World Championship 2024, a ser realizado na cidade de Taupo, na Nova Zelândia, nos dias 14 e 15 de dezembro do próximo ano.

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