top of page

Brasil mira 500ª medalha paralímpica em Los Angeles 2028, com ciclismo em destaque

  • há 11 minutos
  • 4 min de leitura

O Brasil terá uma marca histórica no horizonte dos Jogos Paralímpicos de Los Angeles 2028, restando menos de dois anos para disputa. A delegação brasileira chegará aos Estados Unidos precisando de 39 medalhas para alcançar o 500º pódio da história do país.

A próxima edição dos Jogos Paralímpicos será realizada de 15 a 27 de agosto de 2028 e, para os fãs de ciclismo, terá um atrativo especial. O esporte estará presente em três dos principais cenários de competição de Los Angeles: Carson receberá o Paraciclismo de pista, o LA Zoo será palco das provas do Paraciclismo de Estrada e Venice Beach receberá o para Paratriatlo.

A combinação de velocidade, resistência e estratégia pode colocar novamente o ciclismo brasileiro no centro das atenções.

Três cenários para o ciclismo

O Paraciclismo de pista será disputado no Carson Velodrome, em Carson, entre os dias 16 e 19 de agosto. O programa reúne algumas das provas mais rápidas e técnicas dos Jogos, incluindo contra-relógio, perseguição individual, sprint, scratch, eliminação e provas por equipes.

No velódromo, cada detalhe pode fazer diferença. Posicionamento, potência, leitura da corrida e estratégia serão fundamentais em disputas nas quais diferenças mínimas podem separar o pódio do restante do pelotão.

As provas reunirão atletas das classes C, destinadas a ciclistas com diferentes deficiências físicas, e B, para atletas com deficiência visual que competem em bicicletas tandem.

Para o Brasil, será uma nova oportunidade de ampliar a coleção de medalhas em uma modalidade que exige alto nível técnico e preparação específica.

Estrada terá largada no LA Zoo

Se a pista representa a velocidade máxima, o Paraciclismo de estrada levará os atletas para outro cenário emblemático de Los Angeles.

As provas de estrada, contrarrelógio e o revezamento misto por equipes terão largada e chegada no LA Zoo, na região de Griffith Park. A programação está prevista para ocorrer entre 22 e 26 de agosto de 2028.

Os detalhes dos percursos ainda serão divulgados pela organização, mas a definição do LA Zoo como ponto de largada e chegada já cria uma característica particular para a competição.

O programa contará com três formatos: road race, time trial e mixed team relay.

Na estrada, além da potência, os atletas precisarão administrar resistência, ritmo e estratégia. Em uma prova paralímpica, as características de cada classe e as diferentes bicicletas utilizadas também acrescentam elementos táticos à disputa.

Venice Beach também terá bicicleta

A bicicleta aparecerá ainda em uma terceira frente nos Jogos de Los Angeles.

O Paratriatlo será realizado em Venice Beach, um dos locais mais conhecidos da cidade. A modalidade combina natação, ciclismo e corrida, colocando os atletas diante de um desafio no qual administrar energia é tão importante quanto buscar velocidade.

A bicicleta terá papel decisivo na estratégia. Um desempenho forte no ciclismo pode abrir vantagem ou permitir recuperação de posições, mas o atleta precisa chegar à etapa final com energia suficiente para enfrentar a corrida.

A área de transição e a chegada ficarão próximas ao encontro entre Venice Boulevard e a faixa de areia, criando um cenário característico para uma das provas de resistência do programa paralímpico.

Os detalhes do percurso ciclístico ainda serão anunciados.

LA28 terá 560 disputas por medalhas

Los Angeles prepara um dos maiores programas da história dos Jogos Paralímpicos. A edição terá cerca de 4.480 atletas, distribuídos em 23 esportes e 560 eventos por medalhas.

Uma das novidades será a estreia da Paraescalada, que passará a integrar o programa paralímpico.

A organização também estruturou os Jogos em diferentes regiões da cidade, aproveitando instalações existentes e aproximando as competições de pontos conhecidos de Los Angeles.


Para o ciclismo, o mapa é especialmente interessante: Carson concentra as provas de pista; Griffith Park recebe o ciclismo de estrada; e Venice Beach será o cenário do para triatlo.

Brasil chega forte após Paris

A corrida brasileira pela 500ª medalha acontecerá em um momento de alta no esporte paralímpico nacional.

Em Paris 2024, o Brasil conquistou 88 medalhas, sendo 25 de ouro, 25 de prata e 38 de bronze. Foi o melhor desempenho do país em uma única edição dos Jogos Paralímpicos e garantiu ao Brasil a quinta colocação no quadro geral de medalhas.

Ao final da competição francesa, o país chegou a 461 pódios em Jogos Paralímpicos de Verão: 134 ouros, 157 pratas e 170 bronzes.

A trajetória até a marca histórica começou em Toronto 1976, quando Robson Sampaio de Almeida e Luiz Carlos da Costa, o “Curtinho”, conquistaram a prata nas duplas do lawn bowls, a primeira medalha brasileira nos Jogos Paralímpicos.

O Brasil alcançou a marca de 100 medalhas em Sydney-2000, ultrapassou os 200 pódios em Londres-2012 e chegou às 300 medalhas no Rio-2016. Em Tóquio 2020, Yeltsin Jacques conquistou o 100º ouro paralímpico brasileiro.

Em Paris, veio o 400º pódio, com o bronze de André Rocha no lançamento de disco F52. Agora, restam 39 medalhas.

Para Yohansson Ferreira, campeão paralímpico dos 200 metros em Londres 2012 e vice-presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro, o avanço do Brasil está ligado ao trabalho de formação realizado em diferentes regiões do país.

A estrutura inclui mais de 110 Centros de Referência Paralímpica, o Meeting Paralímpico Loterias Caixa e o Festival Paralímpico, iniciativas que combinam desenvolvimento de atletas, competições de alto rendimento e descoberta de novos talentos.

A estratégia busca ampliar a base e garantir que o crescimento do esporte paralímpico brasileiro seja sustentado por uma estrutura permanente.

Rumo à medalha 500

Los Angeles colocará o Brasil diante de um desafio duplo. No aspecto esportivo, a missão será manter o país entre as principais potências paralímpicas do mundo depois do histórico quinto lugar conquistado em Paris.

No aspecto simbólico, a conta é ainda mais clara: 39 medalhas separam o Brasil da marca de 500 pódios nos Jogos Paralímpicos. O Paraciclismo e o Paratriatlo chegam fortes para o ciclo de Los Angeles 2028, impulsionados pelos resultados recentes e pela renovação das seleções.

Paraciclismo  

  • Lauro Chaman (Brasil - C5): Maior referência do paraciclismo brasileiro. Multi-medalhista paralímpico e mundial, segue no topo da modalidade e lidera a transição técnica da equipe para 2028.  

  • Alexandre Siqueira / Bianca Garcia (Brasil): Nomes em ascensão nas provas de estrada e pista (classes C e Tandem), fundamentais na renovação do time brasileiro.


Paratriatlo

  • Jessica Messali (Brasil - PTWC): Principal nome do paratriatlo brasileiro feminino, figura constante nos pódios das etapas do Circuito Mundial e referência absoluta na categoria para cadeirantes.

  • Ronan Cordeiro (Brasil - PTS5): Destaque masculino na categoria de deficiência físico-motora, consolidado no top 5 mundial e com foco total no pódio em Los Angeles.


 
 
 

Comentários


Siga o Planeta da Bike

  • Grey Facebook Ícone
  • Grey Twitter Ícone
  • Grey Instagram Ícone
  • Cinza ícone do YouTube

Nosso canal no Youtube

cannondale
bottom of page