CIMTB e Copa do Mundo de Mountain Bike de Petrópolis por Raiza Goulão


Raiza no Rock Garden na Copa do Mundo / Márcio de Miranda - Planeta da Bike

" Petrópolis/RJ viveu dias históricos neste início de abril, com a realização da Copa Internacional de MTB e da Copa do Mundo de MTB Nas semanas que antecederam o evento, tive a oportunidade de treinar na pista, lá no São José Bike Club, sede da prova. Sabia da importância da Copa do Mundo para nós atletas brasileiros e assim pude fazer dois treinos na pista antes das competições.


No início tive alguns bloqueios com os saltos e fui me adaptando a eles. Com as duas competições realizadas em seguida, dei continuidade ao meu calendário, que teve um mês bem ativo de competição, praticamente, quase todo final de semana entre início de março até início de abril.


Nós da SQUADRA OGGi fizemos juntos um período de concentração, tanto para Copa Internacional como para a Copa do Mundo. A CIMTB foi um ótimo aquecimento, para ganhar um pouco mais de confiança, motivação e sentir um pouco do que a gente teria na Copa do Mundo, que seria o grande evento, o grande dia, como realmente foi no domingo (10/04). CIMTB

Raiza alinhada na CIMTB / Márcio de Miranda - Planeta da Bike

Como sempre no nosso esporte, vivenciamos aquela caixinha de surpresas, né? Não temos controle sobre o tempo e, bem na nossa prova - o XCO para a Super Elite - choveu na hora da largada e em seguida saiu um solzinho no decorrer, o que tornou a pista bem complexa.


Fiz um set-up de pneu para o barro e, no meio da prova, acabou que eu conseguia ter vantagens em alguns trechos e desvantagem em outros. Mas, para mim, foi muito legal e importante competir na prova. Fiquei em 13o lugar na CIMTB e este foi um resultado que me motivou. Tentei ser um pouco audaciosa e me foquei em tentar um top 20 na Copa do Mundo, o que era a minha meta, mesmo largando lá de trás.


No período entre as provas, fiz apenas uma manutenção, focando na recuperação durante a semana. Não tinha muito o que treinar. Com as mudanças que a UCI fez, para deixar a pista mais segura, acredito que ela me conquistou mais a cada dia, por eu conseguir ter mais confiança e fluir mais.


Pude me divertir mais nela, consegui saltar, voar mais. Pude ter essa diversão nos treinos. É claro que, no dia da prova, a gente optou pela opção de ser mais veloz.


Copa do Mundo

Voando na pista / Márcio de Miranda - Planeta da Bike

O que dizer de uma competição que, no geral, foi incrível para todo mundo que lá esteve presente. Infelizmente não pude largar no Short Track, por eu não ter pontos suficientes entre as 40 melhores atletas inscritas. Mas, no domingo, a energia do público foi algo surreal. Já no treinamento de sábado (9/04), eu pude sentir o clima.


Por estar um pouco mais madura e passar por muita coisa nos últimos anos, foi uma emoção muito grande. Pude comparar um pouco com as Olimpíadas Rio-2016. Logo na largada, tive um imprevisto com duas atletas caindo na minha frente. Fiquei, literalmente, em último lugar. Olhei pra trás e não tinha ninguém. Porém, mantive a calma. E acho que consegui trabalhar bastante um pouco dessa maturidade nos últimos tempos, entender que tem horas que as coisas não estão no meu controle.


Foi aí que consegui fazer a diferença. Muitas atletas entraram no nervosismo, queriam fazer força e eu consegui ir recuperando a cada volta e subindo a posição. Saí da 50a posição e cheguei a estar na 25a. E estava ali pertinho, né, de chegar no top 20...


Na volta final, tinha três atletas na minha frente, com uma diferença de alguns segundos. Estava na luta e pensei "poxa, quem sabe chego lá? Mas, infelizmente, no trecho do Rock Garden o meu pneu explodiu praticamente. Fez um rasgo muito grande, eu fui salva pela proteção do aro.


Querendo ou não, tentei pedalar, mas não consegui e tive que correr bastante até o ponto de apoio para trocar a roda e após isso terminei na 31a posição.


O que falar da chegada... Nunca tive uma chegada tão emocionante, mesmo sendo a 31a colocada. Foi um resultado expressivo? Não. Fui a melhor brasileira, mas de longe não cheguei na meta, que era estar lá na frente entre as melhores no geral. Fiquei muito emocionada após cruzar a linha de chegada. Não sabia muito o que fazer.


Raiza recebendo o carinho da torcida / Ney Evangelista

E aí, minha equipe ainda preparou uma recepção mais do que especial no estande da OGGI. Até agora eu estou deslumbrada. Estou respondendo até agora, ou melhor, tentando responder todo mundo no Instagram, para agradecer o carinho. Isso é o que motiva muito, para dar continuidade no calendário em um ano que está só começando!" Por Raiza Goulão.

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