Congonhas decide os supercampeões da CIMTB 2026; Gustavo Xavier, Alex Malacarne, Isabella Lacerda e Raiza Goulão chegam à final na briga pelo título
29 de jul.
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Isabella Lacerda (4) em Conceição do Mato Dentro / Jonathas Abrantes _Ultrafotos
A temporada que celebra os 30 anos da Copa Internacional de Mountain Bike (CIMTB) chega ao seu momento mais aguardado. Entre os dias 25 e 27 de setembro, Congonhas (MG) recebe a etapa decisiva da competição e será o palco da definição dos supercampeões de 2026. Com pontuação ampliada na última etapa, a disputa segue aberta tanto na Super Elite Masculina quanto na Feminina, colocando frente a frente alguns dos maiores nomes do mountain bike brasileiro.
Em jogo está o título geral da CIMTB, conquistado pelos atletas que somarem mais pontos nas três modalidades disputadas ao longo da temporada: Short Track (XCC), Cross Country Olímpico (XCO) e Maratona (XCM). Depois das etapas de Conceição do Mato Dentro e Araxá, a decisão em Congonhas terá peso maior na classificação, oferecendo 80 pontos aos vencedores de cada prova, contra os 50 distribuídos nas etapas anteriores.
"O objetivo do campeonato geral é identificar quem são os dois atletas – masculino e feminino – mais completos, que obtiveram a melhor média atuando nas três modalidades diferentes durante as três etapas. Quem conquistar esse título será supercampeão da temporada nas categorias Super Elite Masculina e Feminina", destaca Rogério Bernardes, organizador da Copa Internacional de Mountain Bike.
Gustavo Xavier chega na frente, mas Alex Malacarne mantém sonho do título
A disputa masculina promete fortes emoções. Líder da classificação geral com 280 pontos, Gustavo Xavier chega à decisão embalado por uma temporada consistente, marcada por quatro vitórias e dois segundos lugares.
Logo atrás aparece seu companheiro de equipe na Supera Racing BR, Alex Malacarne, com 260 pontos. Dono de duas vitórias e quatro vice-colocações, Alex segue totalmente vivo na disputa e sabe que uma atuação impecável em Congonhas pode mudar a história do campeonato.
Com 240 pontos ainda em disputa, qualquer erro poderá custar caro. Gustavo depende apenas de si para conquistar seu primeiro título geral da CIMTB. Caso repita um desempenho semelhante ao das etapas anteriores, vencendo duas provas e terminando em segundo na terceira, garante matematicamente o campeonato.
Já Alex Malacarne precisa buscar resultados máximos. Um dos cenários que o mantém na luta é vencer as três corridas da etapa final, somando os 240 pontos possíveis e torcendo por tropeços do líder.
Na sequência da classificação aparecem Mário Couto, com 191 pontos, Gustavo Nogueira, com 113, e Nicolas Machado, com 95.
Caso confirme o título, Gustavo Xavier entrará para a história como o 15º campeão geral da Copa Internacional de Mountain Bike. Se Alex conseguir a virada, conquistará o bicampeonato geral da competição, repetindo o feito alcançado em 2025.
Isabella Lacerda está perto do hexacampeonato, mas Raiza Goulão ainda acredita
Entre as mulheres, Isabella Lacerda chega como favorita ao título. Líder da classificação geral com 228 pontos, a atleta busca ampliar ainda mais sua trajetória na CiMTB conquistando o sexto campeonato geral da carreira.
Apesar da vantagem de 48 pontos, a disputa está longe de encerrada. A principal adversária é Raiza Goulão, vice-líder com 180 pontos e única atleta que ainda depende exclusivamente de uma grande atuação em Congonhas para pressionar a líder.
O cenário é claro: caso Raiza conquiste as três vitórias da etapa final, alcançará os 420 pontos. Para impedir a reação da rival, Isabella precisará manter a regularidade que marcou sua temporada. Um segundo lugar e dois terceiros lugares já seriam suficientes para assegurar o hexacampeonato. Até mesmo três terceiras colocações garantiriam o título, independentemente dos resultados de Raiza.
A classificação feminina tem ainda Gabriela Ferolla, com 167 pontos, Karen Olimpio, com 150, e Hercília Najara, com 125.
Se confirmar a conquista, Isabella igualará Rubinho Valeriano como segunda maior campeã geral da história da CiMTB, ambos com seis títulos. À frente deles permanecerá apenas Erika Gramiscelli, recordista absoluta com sete conquistas.
Raiza, por sua vez, tenta levantar novamente o principal troféu da competição. Campeã geral em 2022, ela busca o bicampeonato e promete ser uma das protagonistas do fim de semana decisivo.
Temporada histórica marca os 30 anos da CiMTB
Criada em 1996, a Copa Internacional de Mountain Bike chega aos 30 anos consolidada como a principal competição da modalidade no Brasil e uma das mais importantes da América Latina.
Desde 2004, a prova distribui pontos para o ranking da União Ciclística Internacional (UCI) e integra o processo de classificação olímpica. A competição já fez parte dos ciclos rumo aos Jogos de Pequim 2008, Londres 2012, Rio 2016, Tóquio 2020 e Paris 2024 e, desde este ano, também conta pontos para Los Angeles 2028.
Nos últimos anos, a CiMTB ampliou ainda mais sua relevância internacional ao organizar a abertura da Copa do Mundo Mercedes-Benz de Mountain Bike, em Petrópolis, receber etapas da WHOOP UCI Mountain Bike World Series em Araxá e promover, em 2025, uma inédita rodada dupla da Copa do Mundo no Brasil.
Além disso, foi responsável pela construção da pista olímpica de mountain bike dos Jogos Rio 2016 e realizou, em 2018, a primeira etapa brasileira da Copa do Mundo de Mountain Bike Eliminator.
A etapa de Congonhas é realizada pela Associação Mountain Bike BH de Ciclismo, responsável pelo Projeto Copa Internacional de Mountain Bike para Todos – Ano V (Processo nº 71000.094343/2025-31), aprovado por meio da Lei Federal de Incentivo ao Esporte (Lei nº 11.438/2006) e regulamentado pelo Decreto nº 6.180/2007, junto ao Ministério do Esporte.
A iniciativa fortalece o mountain bike nacional, amplia o acesso ao esporte e promove eventos de elevado nível técnico, contribuindo para o desenvolvimento da modalidade no Brasil.
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