Emilia Bugarin no retorno do Desafio Tour do Rio


Emília chegando para largada / Acervo Pessoal

O último treino foi indoor, com horário apertado para fazê-lo e para deixar tudo arrumado, antes de partir com a produção para Miguel Pereira. Era preciso realizar as tarefas extras de embaixadora e chegar a tempo de dar o ‘start’ na abertura da arena para entrega dos kits. Foi uma manhã movimentada, mas consegui encaixar quase tudo que normalmente preciso fazer num dia como este.


Pegamos a estrada e ao chegar na arena encontrei as amigas campeãs: Paula e Aninha. Fizemos vídeo, papeamos, zapeei pelas tendas e fomos almoçar no local onde, à noite, um monte de ciclistas se reuniria para o congresso técnico da prova, onde tinha menu especial com nome da prova e nos acolheu bem demais. Curti a movimentação e os amigos até chegar a hora de organizar tudo e me recolher para a missão da manhã do domingo.


Acordei animada as 3 da manhã e não conseguia mais dormir. Me levantei, chequei cada detalhe do que eu ia levar, olhei a previsão do tempo e tomei o banho gelado diário, aquele que te chama “vamo acordar vamo acordar e VIVER”. Vesti o bretelle, a segunda pele e desci para dar uma espiada. O café do hotel ainda não estava pronto e recorri a um sachê de café solúvel. Voltei ao quarto para terminar de me arrumar: maquiagem, alongamento, organização da suplementação no squezze e a que levaria na jersey.


Deu a hora do café e então começou aquela movimentação linda no hotel, com barulho das rodas das bikes sendo retiradas dos quartos e o hall tomado de ciclistas e suas roupas coloridas. Que vibe! Café com amigos, trocando ideias da prova e detalhes técnicos. Uma experiência sempre única.


Chegou a hora de seguir para a largada. Saio do salão do café e me deparo com um lindo cenário: céu vermelho e o friozinho da serra, na medida. Um lindo amanhecer bem característico dessa época de junho. Que dia!


Na retirada do kit / Acervo pessoal

Amo sair pedalando para a largada - esta é uma vantagem quando estamos hospedados perto da largada - pois já dá para ir testando a bike, encontrar quem está na mesma direção e sentir a emoção envolvida. E foi assim foi neste dia. Muito legal ver as equipes da elite, dos amadores, das assessorias esportivas, os avulsos (como eu) e toda turma da organização na correria tão comum de todo evento desse porte.


Fui para o aquecimento, ajustei a roda dianteira, chequei freio, calibragem dos pneus, lubrificação da direção (item importante já que teríamos curvas fechadas nas longas descidas), e chegou a hora de ligar os dispositivos gps, alinhar na concentração e bater aquele papo comum perto da largada.


Os atletas da elite largaram primeiro, seguidos dos seus carros de apoio com suas bikes extras no teto, numa visão e atmosfera característica e inconfundível de um TOUR. Eu estava na segunda bateria da largada, contendo minha emoção. Largamos com velocidade controlada pelo moto-batedor até o final da descida da Serra.


Aos poucos fui me posicionando na parte final do pelotão e assim pude ver a dimensão do ‘manto’ de ciclistas descendo a Serra. Que LINDO! Rezava e agradecia a oportunidade de estar vivendo aquilo. Pensei, mas abortei de imediato, em fotografar o que estava vendo. Seria frustrante, pois uma foto dificilmente iria transportar o que de fato estava vendo e vivendo. Aceitei que isso era mais uma EXPERIÊNCIA DE VIDA.


Emília com os embaixadores / Acervo pessoal

Quase ao final da descida da Serra, o pelotão de elite cruzou conosco subindo do outro lado da pista. Que visão única! Que máquinas, quis dizer: “ciclistas”, muitos watts, muita força, quantos olhares cheios de determinação! Épico.


Eu estava competindo na open 115km, então quando dei a volta foi que a ‘brincadeira’ começou para mim… parti para 1ª grande escalada, deixei no volantão e fui me divertir.


Enquanto iniciava a subida veio aquele MAR de ciclistas que encarariam o percurso de 85km em busca de somar pontos para o ranking brasileiro de ciclismo (mulheres de todas as categorias, o master C e D do masculino e a turma do OPEN) numa visão linda e especial do mesmo cenário agora sob outra ótica.


Jersey personalizada usada para qualificação na Race Across America / Acervo pesoal

Querem saber mais? O que segue será a parte da prova sobre a minha experiência nessa jornada solo dos 90km adicionais desse desafio que abre as portas para a volta do Tour do Rio.

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