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Maior vencedor da história da Prova 9 de Julho promete lutar pelo pentacampeonato

  • há 2 dias
  • 3 min de leitura

Chamorro vence a Prova 9 de Julho, em 2023 / (Acervo/Gazeta Esportiva)
Chamorro vence a Prova 9 de Julho, em 2023 / (Acervo/Gazeta Esportiva)

Maior vencedor da história da Prova Ciclística Internacional 9 de Julho, o argentino Francisco Chamorro estará mais uma vez na largada, agora na edição de 2026. Tetracampeão do evento - com conquistas em 2010, 2012, 2018 e 2023 -, o velocista da Andbank Cycling Team chega à 75ª edição da maior e mais tradicional prova de ciclismo do Brasil com um objetivo declarado. Promete lutar, pedalada a pedalada, pelo pentacampeonato.


"Estou treinando firme e me cuidando muito para chegar bem na 9 de Julho. Vou buscar o pentacampeonato com a minha equipe, a Andbank Cycling Team", afirma Chamorro, citando o time de ciclismo de Pindamonhangaba.


A 9 de Julho será realizada no feriado estadual em que se relembra a Revolução Constitucionalista de 1932. Neste ano, na Marginal Pinheiros, em São Paulo, receberá ciclistas de elite e amadores em uma quinta-feira. As inscrições seguem abertas pelo site oficial - https://prova9dejulho.com.br/ - até 3 de julho ou enquanto houver vagas.


A trajetória de Chamorro na 9 de Julho é singular no ciclismo brasileiro. Ao longo de mais de uma década de presença na prova, o argentino acumulou quatro títulos, feito que o isola no topo do ranking histórico da tradicional competição.


O sprinter argentino destaca um local ligado justamente à velocidade para salientar seus maiores feitos. "Vencer a maior e mais tradicional corrida de ciclismo do país é um privilégio. Todas as conquistas foram importantes, cada qual com seu momento, dificuldades e relevância, mas acredito que a mais especial foi a do Autódromo de Interlagos, em 2012, pois sou um grande fã do Ayrton Senna e da Fórmula 1."


Quatro títulos ao longo de mais de uma década conferem a Chamorro uma perspectiva única sobre o que é preciso para ser o melhor na 9 de Julho. Mas o campeão é direto ao ponto: não existe atalho. "Vencer é só a ponta de todo o processo, de toda a jornada que envolve muita abnegação, resiliência, disciplina e dedicação constante", resume.


Em 2026, a edição comemorativa de 75 anos marca o retorno dos amadores à prova. Chamorro, que convive com o pelotão profissional há décadas, tem um recado para quem vai disputar os 50 km do circuito, especialmente para quem vai participar da 9 de Julho pela primeira vez.


"Que façam uma prova tranquila e segura, que desfrutem. Que tenham leitura antecipada da pista, especialmente por ser um circuito de rua. Que aproveitem, pois não é sempre que temos as marginais e a Ponte Estaiada exclusivas para os ciclistas", aconselha.


Os ciclistas amadores têm até 3 de julho para garantir presença na largada da tradicional prova paulista. As inscrições para a edição comemorativa de 75 anos da tradicional 9 de Julho seguem abertas pelo site oficial: https://prova9dejulho.com.br/.


São três opções de kits. O Básico (R$ 129,90 + taxas), o Intermediário (R$ 219,90 + taxas) e o Premium (R$ 299,90 + taxas). O Kit Básico conta com número de dorso, adesivo para o capacete, chip e medalha, enquanto o Kit Intermediário agrega camiseta e sacochila. Já o Kit Premium, o mais completo, traz número de dorso, adesivo para o capacete, jersey, camiseta, sacochila, chip e medalha.


Chamada de “São Silvestre do ciclismo”, a Prova 9 de Julho foi criada em 1932 pelo jornalista Cásper Líbero em homenagem à Revolução Constitucionalista, e passou a ser realizada pelo jornal A Gazeta Esportiva a partir de 1933. Ao longo de décadas, nomes do ciclismo nacional e internacional passaram pela prova, consolidando sua relevância no esporte.

 
 
 

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