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Movimento Pelo Ciclismo Limpo (MPCC) divulga dados sobre o doping no esporte em 2022


Participantes do MPCC / Divulgação

A contagem de casos feitos pelo Movimento Por um Ciclismo Limpo (MPCC) leva em conta apenas casos revelados por federações, agências antidoping, tribunais ou imprensa. Também é considerado apenas procedimentos relacionados a atletas de alto nível ou profissionais. Desde 2018, foi incluído casos de fraude e corrupção que dizem respeito à equipe frequentemente próxima dos atletas, mas também manipulação de resultados que podem envolver diretamente os atletas.

Também foram avaliadas as contra-provas de amostras que se multiplicaram nos últimos anos dos controles regulares.


Por exemplo, o período legal de reexame para amostras coletadas durante os Jogos Olímpicos de Londres-2012 terminou. Após uma década de procedimentos, 73 novos casos de doping foram descobertos. 31 medalhas olímpicas foram retiradas. Sete dos 8 títulos conquistados pela Rússia no atletismo foram cancelados.

No final de 2022, a Rússia estava mais uma vez no degrau mais alto dos países mais prejudicados em termos de credibilidade. O pódio foi idêntico ao do ano passado. Podemos vê-lo também como a ilustração dos esforços – forçados ou voluntários – feitos por três nações: Rússia, Estados Unidos e Itália, que são muito mais combativas contra o doping do que no passado. O mesmo se aplica ao Quênia, cujas autoridades acabam de evitar a suspensão do país de grandes eventos internacionais. A especificidade deste país, que ocupa o 4º lugar no ranking, é que 100% dos 29 casos revelados em 2022 vieram do atletismo, principalmente de especialistas em maratona e meia maratona, as provas mais lucrativas do atletismo.

O ciclismo também registrou 29 casos em 2022, espalhados por 15 países diferentes. Sexos e disciplinas juntos, esta é a segunda pior pontuação em oito anos, depois de 2019. O Brasil aparece com sete casos na lista.

No entanto, uma análise mais atenta revela que, se nos limitarmos aos homens profissionais (Equipes Mundiais e Equipes Pro), é na verdade o número mais baixo (2 casos) desde o caso Festina. O Caso Festina foi uma operação contra a dopagem no ciclismo de elite realizada antes do Tour de France de 1998 na França. Este processo permitiu desarticular uma grande rede de dopagem internacional no ciclismo liderada pelo diretor, médico e massagista do time Festina Bruno Roussel, Eric Rijkaert e Willy Voet. A rede dispunha de diversos produtos ilícitos para melhorar o rendimento dos desportistas: EPO, hormônio do crescimento e testosterona.


O Movimento Pelo Ciclismo Limpo (MPCC) observa que, embora um dos dois casos envolvesse Nairo Quintana (por uso de tramadol, substância que o levou à desclassificação do Tour de France pela UCI, mas sem suspensão), sua equipe permaneceu cumprindo as regras do Movimento, já que o piloto foi imediatamente banido da competição por sua equipe Arkéa-Samsic, que não o manteve no plantel no final da temporada.

Cumprindo as estritas regras éticas, acrescente-se que nenhuma equipe membro da MPCC decidiu posteriormente contratar o piloto colombiano, e que esta atitude parece ter-se tornado indispensável para todos.


Em 2022, a grande maioria dos procedimentos de doping no ciclismo de alto nível envolveu pilotos masculinos semiprofissionais de equipes continentais de estrada (12 casos). A equipe portuguesa W52-FC Porto chegou mesmo a ser dissolvida depois de a polícia ter revelado um possível doping organizado.


Nenhum dos casos revelados entre as equipes continentais dizia respeito a um time membro do MPCC. No início deste ano, o movimento contava com 30 times profissionais (masculinos e femininos) e apenas 21 times continentais. As equipes semi-profissionais foram convidadas a juntarem-se ao MPCC, de forma a colocar a sua ética e credibilidade no centro das preocupações do ciclismo.

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