Movimento por um Ciclismo Crédulo (MPCC) faz balanço sobre 2021 e World Tour sem casos de doping
- Márcio de Miranda

- 31 de jan. de 2022
- 2 min de leitura

Pela primeira vez desde sua criação em 2005, o UCI World Tour não registrou nenhum caso de doping em 2021. Foi o ano olímpico - Tokyo-2020, devido ao adiamento causado pela pandemia da Covid-19 - que revelou menos casos de doping (todos os esportes combinados), mas um aumento acentuado nas condenações por corrupção.
Desde 2014, o Movimento por um Ciclismo Crédulo (MPCC) leva em consideração apenas os casos revelados por federações, agências anti-doping, tribunais ou imprensa. Apenas retendo procedimentos relacionados a atletas de alto nível ou profissionais. Desde 2018, foram incluídas as condenações por corrupção, que abrangem tanto a má conduta financeira quanto a manipulação de resultados.
No ano passado, a Rússia recuperou o primeiro lugar no ranking do MPCC por nação, o que não acontecia há seis anos. Nota-se que em 2021, praticamente não houve revelações, após re-análises ordenadas pela Agência Mundial Anti-doping (WADA). Os russos perderam 29% de suas medalhas em todos os cinco Jogos de Verão anteriores (Sydney, Atenas, Pequim, Londres e Rio).
Para 2021, esse aumento de casos positivos ilustra a necessidade de os líderes esportivos russos expurgarem um sistema desonesto. A atitude deles segue as sanções impostas ao Comitê Olímpico Russo suspenso durante os Jogos de Pyeongchang (2018), Tóquio (2021) e Pequim (2022). Da mesma forma, a suspensão da Federação Russa de Atletismo (RusAF) foi prorrogada pelo 7º ano consecutivo em 2022 pela World Athletics. Apenas atletas russos que demonstraram ausência de doping foram autorizados a competir, sob uma bandeira neutra.







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