Pogacar iguala recorde histórico com quinto título do Tour de France e entra para o seleto grupo de maiores campeões
27 de jul.
4 min de leitura

O Tour de France 2026 chegou ao fim neste domingo, em Paris, com uma etapa decisiva e repleta de emoção, coroando Tadej Pogacar, da Eslovênia (UAE Emirates XRG), como campeão pela quinta vez na carreira. O esloveno confirmou a conquista da camisa amarela após uma campanha dominante e igualou o recorde de cinco títulos da maior prova do ciclismo mundial, marca que pertencia apenas ao francês Jacques Anquetil, ao belga Eddy Merckx, ao francês Bernard Hinault e ao espanhol Miguel Indurain.
A etapa final, disputada em um circuito adaptado devido às circunstâncias enfrentadas pela França, teve apenas 88,7 quilômetros, com largada em Thoiry e chegada na tradicional Champs-Élysées, em Paris. Pela primeira vez, o percurso incluiu três passagens pela Côte de la Butte Montmartre, que transformou o tradicional desfile dos campeões em uma disputa agressiva e imprevisível.
Após mais de 3.000 quilômetros percorridos desde a largada em Barcelona, os primeiros quilômetros da etapa serviram para celebrar os ciclistas que sobreviveram às três semanas de competição. A corrida ganhou intensidade quando começaram os ataques nas voltas finais, especialmente na subida de Montmartre.
Vestindo a camisa amarela, Tadej Pogacar, da Eslovênia, mostrou que não queria apenas administrar a vantagem. O esloveno atacou diversas vezes na penúltima e na última subida, sendo acompanhado apenas pelo holandês Mathieu van der Poel (Alpecin-Deceuninck). Os dois abriram vantagem sobre o pelotão e seguiram juntos até os quilômetros finais.
Nos últimos 600 metros, Mathieu van der Poel, dos Países Baixos, lançou seu ataque definitivo quando Pogacar perdeu contato. O holandês resistiu ao retorno dos velocistas e conquistou uma vitória memorável em Paris. Seu companheiro de equipe, o belga Jasper Philipsen, terminou em segundo, enquanto o dinamarquês Mads Pedersen completou o pódio da etapa.
Além da vitória na classificação geral, Pogacar encerrou a edição de 2026 consolidando seu lugar entre os maiores nomes da história da modalidade.
Terceira semana foi decisiva
A última semana do Tour de France confirmou a superioridade de Tadej Pogacar, da Eslovênia. O esloveno controlou os principais rivais nas etapas de montanha, respondeu a todos os ataques e ampliou sua vantagem antes da chegada a Paris. A disputa pelo pódio também foi definida nos Alpes, com o equatoriano Richard Carapaz garantindo a camisa de bolinhas de melhor escalador e o prêmio de ciclista mais combativo da prova.
O mexicano Isaac del Toro confirmou o excelente desempenho ao conquistar a camisa branca de melhor jovem e terminar em terceiro lugar na classificação geral. Já o dinamarquês Mads Pedersen entrou para a história ao se tornar o primeiro ciclista da Dinamarca a conquistar a camisa verde do Tour de France e o sexto atleta a vencer a classificação por pontos nas três Grandes Voltas do ciclismo.
Pódio final do Tour de France 2026
Tadej Pogacar (Eslovênia) – UAE Emirates XRG
Jonas Vingegaard (Dinamarca) – Visma | Lease a Bike
Isaac del Toro (México) – UAE Emirates XRG
Com a conquista, Tadej Pogacar, da Eslovênia, chegou ao seu quinto título no Tour de France (2020, 2021, 2024, 2025 e 2026), igualando o recorde histórico do francês Jacques Anquetil, do belga Eddy Merckx, do francês Bernard Hinault e do espanhol Miguel Indurain. Aos 27 anos, o esloveno já figura entre os maiores nomes da história da modalidade e segue como forte candidato a se tornar, nos próximos anos, o maior vencedor da prova.
Além da quinta conquista de Tadej Pogacar, da Eslovênia, o Tour de France 2026 teve outros destaques nas classificações especiais. O dinamarquês Mads Pedersen (Lidl-Trek) conquistou a camisa verde, destinada ao líder da classificação por pontos, se tornando o primeiro ciclista da Dinamarca a vencer essa disputa e apenas o sexto atleta da história a conquistar essa classificação nas três Grandes Voltas. A camisa de bolinhas, de melhor escalador, ficou com o equatoriano Richard Carapaz (EF Education-EasyPost), que também recebeu o prêmio de ciclista mais combativo da edição, repetindo o feito alcançado em 2024.
Já a camisa branca, entregue ao melhor jovem da competição, foi conquistada pelo mexicano Isaac del Toro (UAE Emirates XRG), que, além de vencer a classificação sub-25, encerrou a prova em um excelente terceiro lugar na classificação geral. Entre os reconhecimentos individuais, o norte-americano Quinn Simmons (Lidl-Trek), atual campeão dos Estados Unidos, foi eleito o melhor companheiro de equipe do Tour de France 2026, em reconhecimento ao trabalho desempenhado em apoio aos seus companheiros ao longo das três semanas de competição.
Um capítulo à parte na história do Tour é o caso do norte-americano Lance Armstrong, dos Estados Unidos, que venceu sete edições consecutivas da corrida entre 1999 e 2005, estabelecendo um recorde que parecia inatingível. No entanto, após uma extensa investigação da Agência Antidoping dos Estados Unidos (USADA), ficou comprovado seu envolvimento em um sofisticado esquema de doping. Em 2012, Armstrong foi banido do ciclismo profissional e teve todos os seus resultados obtidos a partir de agosto de 1998 anulados pela União Ciclística Internacional (UCI). Os títulos conquistados entre 1999 e 2005 não foram repassados a outros ciclistas e permanecem oficialmente sem vencedor, tornando esse um dos maiores escândalos da história do esporte. Maiores vencedores do Tour de France
Ciclista | Nacionalidade | Títulos | Anos das conquistas |
Tadej Pogacar | Eslovênia | 5 | 2020, 2021, 2024, 2025 e 2026 |
Jacques Anquetil | França | 5 | 1957, 1961, 1962, 1963 e 1964 |
Eddy Merckx | Bélgica | 5 | 1969, 1970, 1971, 1972 e 1974 |
Bernard Hinault | França | 5 | 1978, 1979, 1981, 1982 e 1985 |
Miguel Indurain | Espanha | 5 | 1991, 1992, 1993, 1994 e 1995 |
Chris Froome | Reino Unido | 4 | 2013, 2015, 2016 e 2017 |
Philippe Thys | Bélgica | 3 | 1913, 1914 e 1920 |
Louison Bobet | França | 3 | 1953, 1954 e 1955 |
Greg LeMond | Estados Unidos | 3 | 1986, 1989 e 1990 |

Comentários