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Prova 9 de Julho celebra 75 anos com premiação ampliada para ciclistas amadores

  • há 22 horas
  • 2 min de leitura


Acervo/Gazeta Esportiva
Acervo/Gazeta Esportiva

A Prova Ciclística Internacional 9 de Julho chega à sua histórica edição de 75 anos em 2026 com uma importante novidade para os atletas amadores. Além de marcar o retorno dessa categoria ao evento, a organização anunciou que os cinco primeiros colocados das disputas masculina e feminina receberão troféus, reforçando o reconhecimento aos ciclistas que fazem parte da tradição da competição.

Considerada a maior e mais tradicional prova de ciclismo do Brasil, a 9 de Julho será realizada no feriado estadual que celebra a Revolução Constitucionalista de 1932, tendo como palco a Marginal Pinheiros, em São Paulo. As inscrições seguem abertas até o dia 3 de julho e podem ser realizadas pelo site oficial da prova.

De acordo com Erick Castelhero, Diretor Executivo da competição, a iniciativa busca valorizar a participação dos amadores, que sempre tiveram papel importante na história do evento. Segundo ele, a premiação representa uma forma de reconhecer o esforço, a dedicação e a paixão daqueles que fazem da bicicleta um estilo de vida, contribuindo para o caráter democrático da disputa.

Além da premiação destinada aos amadores, os ciclistas federados disputarão uma bolsa total de R$ 57 mil distribuída entre as categorias Elite, Open Master e Sub-23, tanto no masculino quanto no feminino. Os vencedores das provas masculina e feminina receberão R$ 4 mil, enquanto os segundos colocados ficarão com R$ 2,5 mil. O terceiro lugar garantirá R$ 1,5 mil, o quarto receberá R$ 1 mil e os quintos colocados serão premiados com R$ 500.

No aspecto técnico, os atletas federados das categorias Elite (a partir de 23 anos), Open Master (a partir de 30 anos), Sub-23 (de 19 a 22 anos) e Júnior (17 e 18 anos) enfrentarão percursos de 100 quilômetros para os homens e 75 quilômetros para as mulheres. Já os ciclistas amadores disputarão provas de 50 quilômetros, tanto no masculino quanto no feminino.

Conhecida como a “São Silvestre do ciclismo”, a Prova 9 de Julho foi criada em 1932 pelo jornalista Cásper Líbero em homenagem à Revolução Constitucionalista. A partir de 1933, passou a ser organizada pelo jornal A Gazeta Esportiva e, ao longo de sua trajetória, recebeu alguns dos principais nomes do ciclismo nacional e internacional, consolidando-se como uma das competições mais importantes do calendário esportivo brasileiro.

Entre os maiores vencedores da história da prova está o argentino Francisco Chamorro, dono de quatro títulos. No feminino, o recorde de conquistas é compartilhado por Luciene Ferreira e pela franco-brasileira Cláudia Carceroni, ambas com quatro vitórias na tradicional competição paulista.

 
 
 

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