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Prova Ciclística Internacional 9 de Julho celebra 75 anos e reabre espaço para ciclistas amadores

  • 8 de jun.
  • 2 min de leitura


Expectativa de grande volume de participantes em 2026 (Acervo/Gazeta Esportiva)
Expectativa de grande volume de participantes em 2026 (Acervo/Gazeta Esportiva)

A Prova Ciclística Internacional 9 de Julho chega à sua 75ª edição com um olhar voltado para as raízes que marcaram sua trajetória. Em 2026, a competição volta a abrir inscrições para todos os ciclistas interessados em participar da mais tradicional e importante prova de ciclismo do país. O evento será realizado na Marginal Pinheiros, em São Paulo, no feriado estadual que homenageia a Revolução Constitucionalista de 1932. Neste Dia Mundial da Bicicleta, celebrado na quarta-feira (3), a organização destaca o caráter democrático do ciclismo ao permitir a participação de bikers de diferentes perfis.

Depois de anos limitada a atletas da elite e ciclistas federados, a Prova 9 de Julho retoma a proposta que inspirou sua criação: ser uma grande celebração do ciclismo acessível a todos. Com isso, amadores de várias regiões do Brasil e com diferentes níveis de experiência poderão dividir o percurso com alguns dos principais nomes do ciclismo de alto rendimento do país.

“O retorno dos amadores à 9 de Julho não é apenas uma mudança de regulamento. É, na verdade, um reencontro com a alma da prova. Afinal, foi criada na década de 1930 como uma festa do ciclismo paulistano e sempre teve na participação popular um de seus pilares. Agora, após um período em que o evento se concentrou nas categorias de alto rendimento, qualquer ciclista interessado pode se inscrever e fazer parte desta edição histórica”, afirma Erick Castelhero, diretor executivo da prova.


Entre os ciclistas federados, as disputas serão realizadas nas categorias Elite, Open Master (a partir de 30 anos), Sub-23 (19 a 22 anos) e Júnior (17 e 18 anos). Os percursos terão 100 quilômetros para os homens e 75 quilômetros para as mulheres. A premiação total será de R$ 57 mil.

Já os atletas amadores disputarão provas de 50 quilômetros, tanto no masculino quanto no feminino. O trajeto foi planejado para oferecer toda a experiência da competição, mantendo os padrões de segurança e o desafio esportivo característicos do evento.


Conhecida como a “São Silvestre do ciclismo”, a Prova 9 de Julho foi idealizada em 1932 pelo jornalista Cásper Líbero em homenagem à Revolução Constitucionalista. A partir de 1933, a competição passou a ser promovida pelo jornal A Gazeta Esportiva. Ao longo de sua história, a prova recebeu importantes nomes do ciclismo nacional e internacional, consolidando seu prestígio no cenário esportivo.

O argentino Francisco Chamorro é o maior vencedor da competição, com quatro títulos. No feminino, a franco-brasileira Cláudia Carceroni e Luciene Ferreira lideram o ranking de campeãs, também com quatro conquistas cada.

 
 
 

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