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Raiza Goulão fala sobre a convocação para a sua segunda Olimpíada, os Jogos de Paris-2024


Raiza voando para Paris-2024 / @m_mirandaphoto

A Confederação Brasileira de Ciclismo (CBC) anunciou na última terça-feira (05/06), quem irá representar o Brasil nas provas de Mountain Bike Cross-Country Olímpico (XCO) nos Jogos Olímpicos de Paris-2024. Com base na pontuação do ranking olímpico nacional, Raiza Goulão (Squadra Oggi) e Ulan Galinski (Caloi / Henrique Avancini Racing) foram convocados para competir nas trilhas francesas.   

 

Raiza Goulão, que já havia representado o Brasil nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro em 2016, conquistou sua vaga com 2068 pontos, superando a segunda colocada, Karen Olimpio, por cerca de 200 pontos. Ulan Galinski, atualmente o 30º colocado no ranking da União Ciclística Internacional (UCI), também estará presente, representando o país em sua estreia olímpica.

 

A trajetória de Raiza é marcada por dedicação e superação e, nos últimos dois anos, o foco da atleta foram os pontos necessários e garantir sua participação em Paris-2024. Sua experiência anterior nos Jogos, quando completou a prova na 20ª colocação, será um trunfo para enfrentar os desafios das trilhas francesas. Ulan Galinski, por sua vez, é um talento em ascensão no cenário do mountain bike brasileiro. 

 

Confira um bate papo rápido com a atleta. 

 

Não dá pra fugir do óbvio: qual a sensação de confirmar a vaga para Paris-2024?

Raiza - Conquistar mais uma vaga para participar das Olimpíadas, a segunda da minha carreira, é extremamente gratificante. Confesso que esses últimos meses foram uma verdadeira montanha-russa. Em 2023, consegui fazer um trabalho excepcional para garantir os pontos necessários. Foi a minha estratégia e, com isso, comecei 2024 com mais tranquilidade, sem tanta pressão em relação aos pontos para a vaga. No entanto, 2024 tem sido um ano cheio de surpresas e desafios. Acredito que há muito mais por trás das fotos e dos vídeos das provas que ocorreram neste ano. Foi bem desafiador, mas isso também tornou a conquista da convocação ainda mais saborosa. 

 

Você já esteve nos Jogos Olímpicos uma vez. Qual a diferença para agora?

Raiza - Agora, na minha segunda Olimpíada, acredito que sou uma atleta mais experiente e madura. Vou com muito mais garra para conseguir um resultado muito mais expressivo. Já tive a oportunidade de conhecer parcialmente o percurso e analisar como será a prova. Mas sei que algumas mudanças ocorreram. Então, no período em que estiver em Paris, vou me adaptar a essas novas condições e novos saltos. Estou muito feliz e sinto que essa montanha-russa agora vai dar uma apaziguada na reta final. Dedicação total.

 

Como estão sendo seus últimos dias de preparação? Raiza - Recentemente, tirei duas semanas de férias dos treinos, literalmente dando tempo para meu corpo e minha mente descansarem totalmente, sem preocupações com peso, espelho ou performance. Para mim, esse é o único momento para me reconectar e recarregar. Na próxima semana, já começarei com tudo em busca de melhorar minha performance, rumo ao grande objetivo traçado há três anos: Paris-2024.

 

As provas do Cross-Country Olímpico acontecerão em Elancourt, Yvelines, a 44 km da capital francesa. A disputa vai acontecer em um percurso especialmente criado para evitar impactos ambientais, em um antigo aterro sanitário que foi transformado em área de lazer. Na França, as mulheres mais rápidas do planeta vão se enfrentar no dia 28 de julho, com a prova masculina acontecendo no dia seguinte. 

 

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